Guias e livros sobre viagens, os companheiros no planejamento.

Meu metodismo não me permite viajar sem saber algo sobre o lugar. Amo planejar, pesquisar sobre os lugares que quero conhecer e quando já tem data marcada para conhecer, ou seja, a viagem vai se concretizar, aí é que fico feito pinto no lixo. Agora avalie fazendo a viagem mais esperada da vida toda se eu não iria devorar todas as informações possíveis e imagináveis antes do embarque!

Aí fiquei pensando que eu não devo ser única louca do pedaço e resolvi compartilhar minhas fontes de informações sobre Zoropa (“Zoropa” é como nordestino do interior, leia-se matuto, chama o Velho Continente).


Meu mapa da mina, além das pesquisas na internet, foi este:

Guia Michelin Paris.

Minha cunhada me emprestou um bem velhinho dela, de 1996! Era (bem) antigo, mas as informações essenciais não desatualizam. Preços, telefones, horário de funcionamento é coisa que tu acha facinho na internet, bestão! Andei dando uma pequena pesquisada e vi uns guias mais recentes de 2005 para cá e vi que a maioria só dava restaurantes e hotéis. Bem o meu dava de um tudo!

Havia um mapa (maravilhoso, por sinal) que mostrava em uma única página os pontos mais turísticos de Paris e dizia quais deles eram extremamente recomendados, recomendados e de menor interesse. Suuper mão da roda para quem não conhece nada de Paris e quando ouve falar em “batô murche” fica perdidão. Além disso as páginas seguintes contavam sobre a história da cidade em linhas gerais e aí vinha uma sessão com todos os lugares do mapinha inicial em ordem alfabética e suas histórias (imagine que em Paris o que não falta é história, né?)  e informações práticas, lugares que ficavam perto uns dos outros, uma coisa totalmente excelente!

Recomendo muito um daqueles! Principalmente se você adora chegar no lugar já sabendo da história. Eu ficava que nem uma doida levando o guia para todos os lugares aqui no Brasil antes de viajar para selecionar o que iria conhecer. Pois é, em Paris você, infelizmente, tem de selecionar, é impossível ver tudo em uma única viagem!

Viajar é ótimo e melhor pela Europa.

Autor: Oscar Coutinho.

O livro é bem esquematizado, trazendo lugares, breve descrição sobre eles, o que vale a pena visitar, dicas de restaurantes, etc… Li mais a parte que falava sobre a Inglaterra e Brugge, já que tinha o guia Michelin de Paris. Me foi recomendado e é muito válido.

Tem uma parte inicial que é interessante para pessoas que tenha qualquer destino que não necessariamente Europa.  Dá dicas bem gerais sobre comida, remédios. O autor é um médico que já viajou muito na vida então você poder confiar nas dicas sobre remédios, viu? É super legal se você conhece absolutamente nada e quer ter uma noção legal sobre lugares e o que fazer neles. Ajuda muito no planejamento e tem uma distribuição fácil pra o leitor se achar. É bem estilo dicionário, que você fica com uma dúvida, quer uma informação rápida e é só olhar no índice, abrir na página indicada e voilá: a informação tá ali do jeitinho que você queria.

Comparando com o guia da Michelin ele é mais geral, as informações, principalmente os detalhes das histórias dos lugares são mais breve notícias, mas cumpre muito bem a função de ser um guia, te dando as informações essenciais e te deixando com vontade de conhecer o lugar.

Terra Mar e Ar.

Autores: Ruy Castro e Heloísa Seixas.

Esse livro é menos esquematizado do que o Viajar é ótimo…, o enfoque aqui é outro. São dois escritores que contam sobre situações inusitadas, cantinhos menos badalados que tem uma estória para contar seja porque foram cenário de filme, ou porque há uma música famosa que fala sobre aquele recanto ou porque ali é feita uma comida que uma estrela do cinema adora.

Creio que ele é mais interessante para quem já foi ao dito lugar ou ao menos já leu e conhece um pouco sobre o local. O livro não fala só de Europa, tem Cuba, Brasil e mais outros lugares. Gostei bastante do livro, conta detalhes muito legais, coisas que você não vai encontrar em outros livros. Só achei que na parte de Paris ele focou muito numa série de artigos escritos quando do Bicentenário da Queda da Bastilha e esqueceu do resto da cidade. O relato é interessante, você se sente teletransportado para aqueles dias e foi um dos motivos que me levaram a querer conhecer o local onde era a bastilha, hoje uma linda praça numa área não tão turística de Paris, porém não menos linda. Mas senti falta do resto da cidade, entretanto entendo que o intuito do livro não é ser um guia prático, mas contar histórias de lugares. Repito: é excelente para quem já leu sobre o lugar ou já conhece e quer voltar com um novo olhar.

Claro que se você não tem acesso aos livros ou grana para investir nisso sempre há os sites. Neles as informações são mais espaças e você terá de procurar por conta própria, mas não deixa de ser super válido! Só “para não dizer que não falei das flores” cito os da série vamos para…? Tem um zilhão de cidades e em cada site traz pontos turísticos e mais um monte de informações que podem ser um belo pontapé inicial.

Boa leitura!

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