Santiago – Chile.

Amigos leitores, estava com saudades de vocês e do meu queridinho blog!

Voltei de Santiago quarta-feira. Ahhhh que maravilha é Santiago! Muitas boas impressões da cidade, viu? Me surpreendeu e muito! Vamos ao que achei do lugar. Muuuuito em breve monto um roteiro com os lugares que fui por lá para ajudar quem está planejando conhecer a capital chilena. Sei que tem muito brasileiro viajando para lá, então postarei logo logo o roteiro para ajudar quem está de malas prontas (roteiro já disponível no fim deste post). Mas hoje o post é para você que não sabe nadica de nada sobre a cidade.

A bandeira chilena, sempre presente onde quer que se vá e o La Moneda, a Casa de Governo do Chile. Foto: allposters.es

Que lugar é esse?

Santiago é a capital do Chile, uma cidade fundada em 1541 de colonização espanhola. Dizem que os portugueses lá chegaram primeiro, mas vendo aquele monte de montanhas (a Cordilheira do Andes de um lado e a Cordilheira da Costa do outro) não quiseram ficar naquele lugar, aí vieram os espanhóis com Pedro de Valdívia e conquistaram o lugar (há controvérsias, alguns dizem que os mapuches nunca foram conquistados). Pois bem, antes lá viviam esses tais dos ma-pu-ches, um povo indígena muito celebrado e respeitado pelos chilenos. Isso é uma coisa interessante de lá – achei os chilenos super patriotas! Há bandeiras do Chile por todos os lados e eles parecem se orgulhar muito de virem desta junção dos mapuches com os espanhóis.

As moedas chilenas fazem referência aos “pueblos originarios”, os mapuches.

Achei Santiago uma cidade não só bela, mas funcional. É muito moderna, com 6 milhões de habitantes (quase 1/3 de toda a população do país), avenidas largas e arranha-céus que disputam o cenário com as cadeias de montanhas que estão por todos os lados. Há muitos estacionamentos subterrâneos (por que não fazem isso no Brasil?), um metrô bem moderno e limpo, e bastante trânsito (nem tudo são flores). Há alguns monumentos históricos, mas não há construções muito antigas, ou há pouquíssimas delas. Muitos parques, de jeitos diferentes, sempre bem grandes, com fontes exóticas, muitas árvores, calçadas largas. A cidade é toda projetada, o que dá uma sensação agradável à quem caminha por ela e também bem arborizada.

As largas e convidativas calçadas da região do El Golf. Apaixonei por esses banquinhos e árvores. Né lindo?!

Há bairros mais boêmios, como o Bellavista, com construções de casinhas, ruas menores (mas mesmo assim com calçadas e ruas largas) e outros com construções bem modernas, como o El Golf, apelidado de Sanhattan, por ser a Manhattan de Santiago, com avenidas bem mais largas, calçadas imensas, o centro financeiro da cidade. Há bairros mais comerciais como a Providencia, que me lembrou algo de Londres, pela calma de algumas ruas residenciais (apesar de me terem dito que essa não é a característica predominante do bairro). Em Providencia há também muitas galerias, com restaurantes legais, foi lá que me hospedei.  Vitacura, um outro bairro, esse bem mais chique, numa área da cidade que parece ter sido ocupada mais recentemente. Aqui ficam as grifes de luxo e um lindo parque, o Parque Bicentenário. Predominam as construções mais baixas, com casas pequenas, mas, diferente do Bellavista, mais recentes. Tem ainda o centro da cidade, onde fica a maior parte dos prédios históricos, como o Mercado Central e a Plaza de Armas. Enfim, há características que predominam em cada canto da cidade e esse talvez seja o seu maior charme. Ainda há os Cerros (os morros) que são uma atração à parte, com suas vistas através da camada de névoa que encobre a cidade e das cadeias de montanhas, lá parece que o tempo parou e há brinquedos, comidinhas, e parques com bancos para sentar e apreciar a paisagem.

Os chilenos e santiaguenses são muito amáveis e solícitos, tratam muitíssimo bem os brasileiros. Uma boa parte da população tem traços indígenas, não daqueles que estamos acostumados, mas dos indígenas mapuches. As crianças são muito fofas com suas carinhas redondas e cabelinhos bem escorridos, gente! E temos algo em comum: a rixa com os argentinos, que, segundo um chileno me disse, não são confiáveis. Apesar de simpáticos, creio que são mais calmos que os brasileiros e menos barulhentos e expansivos que “nosotros”.

O Mercado Central, cuja especialidade são os frutos do mar. É possível comprar ou comer as iguarias nos restaurantes lá instalados.

A culinária é predominantemente de frutos do mar. Há muitos tipos de peixes, o salmão de lá é famoso, e mariscos. Também são lá produzidas as empanadas, parecidas com as argentinas. A capital tem no Mercado Central uma referência para esses frutos do mar, ressaltando-se a centolla, uma espécie de carangueijo gigante (e caríssimo), mas há também restaurantes bem conceituados (falei de um deles aqui).

Como chegar?

Olha só a asa do avião e embaixo dela a Cordilheira.

Queridos, de avião o negócio é tenso! Cruza-se a Cordilheira dos Andes para chegar em Santiago, o que dá uma belíssima vista, coisa espetacular, de cinema mesmo, da janelinha do avião. Maaas (tudo tem um outro lado) para os que tem medo de altura/avião/ deve dá um nervosinho. Há a possibilidade de ir de navio, né? Mas creio que leva um certo tempinho para chegar lá, uma vez que teríamos que ir até o Canal do Panamá ou cruzar o gélido Estreito de Magalhães. Não faço ideia se há caminho por terra, deve haver, mas você vai levar muito tempo também.

O aeroporto fica um pouco longe da cidade, creio que uns 20 quilômetros do centro. A coisa boa é que tais em Santiago são baratos. Do aeroporto para nosso hotel deu 16 mil pesos, o equivalente a uns 60 reais. Há serviços de transfer para os que vão sozinhos, que cobram 6 mil pesos para te deixar no hotel. Há ainda ônibus, maaas o danado do google ainda não tem carregados  os dados do sistema de transporte público da capital chilena, o que dificulta um pouco as coisas.

Quanto tempo ficar?

Beeem, sempre a pergunta difícil que tento responder. Eu indicaria, para conhecer com calma, 5 dias inteiros. Mas se você não tem esse tempo todo ou está no Chile para conhecer não só Santiago, mas também a Patagônia, Ilha de Páscoa, etc… creio que 3 dias dá para conhecer os principais pontos da cidade. Na verdade, verdadeira (como diz o ditado aqui) Santiago em si você conhece em 2 dias, mas há vários passeios pelos arredores que são bem legais de se fazer, então minha sugestão é: se hospede em Santiago por 5 dias e dará tempo de ver tudo da cidade e redondezas. Quando digo 5 dias é para ver tudo que há por aquela região como Vina de Mar e Valparaiso, as estações de esqui famosas, as vinícolas…

Ficou interessado em conhecer melhor a capital chilena? “Volverei” em breve para te dizer o que Santiago tem para te mostrar!

“Hasta la vista”!  🙂

Atualização: posts do roteiro de Santiago já prontinhos:

Santiago, o roteiro (dia 1).

Santiago (dia 2).

Santiago (dia 3).

Santiago – Viña del Mar e Valparaíso (dia 4).

Santiago (dia 5).

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