Santiago (dia 2).

Viajantes, preparados para o dia 2 em Santiago? Se preparem porque hoje vocês vão andar e muito! Então, café da manhã reforçado e dia começando cedinho, nada de preguiça!

Perdeu o dia 1 do nosso roteiro? Relaxa e clica aqui.

Dia 2.

Bem, hoje é o dia de conhecer a capital chilena como um todo e ter uma visão bem diferente da que você teve no dia 1. Você tava pensando que Santiago era só a boemia e casinhas antigas do Bellavista, mas nananinanããão, queridinho. Hoje a cidade vai te surpreender!

Seguinte, abrem-se 2 opções para os turistas no roteiro de hoje: pegar um passeio de ônibus com empresas especializadas (há duas em Santiago: a turistik e a turistour) ou fazer tudo por conta própria.

Prós e contras:

Passeio com empresa > O passeio de ônibus hop on hop off te dá mais conforto e tem a vantagem de haver explicações sobre os lugares, o que torna o passeio bem mais significativo. Por outro lado você tem de ficar esperando nas paradas pelo próximo e é um pouco caro, custa em torno de $ 19.000 pesos por pessoa.

Passeio por contra própria > Ir por conta própria talvez te custe menos, você pode pegar um táxi (isso é algo legal em Santiago, táxis são baratos!) ou metrô. Você tem um pouco mais de liberdade e trabalho também já que tem de montar um roteirinho. Como sou muito legal vou mostrar o tour que o ônibus de turismo que peguei fez e “tu” pode anotar os lugares e ir pedindo aos taxistas para te deixarem nos lugares.

Feitas estas considerações vamos ao que interessa!

 

Providencia

É um bairro mais comercial e de restaurantes da cidade. Apesar disso achei que havia muitas ruas residenciais e elas se pareciam com Londres em alguns pontos. O nome da área vem das Irmãs da Divina Providência, que ali se instalaram no século XIX.

Olha aí, pra não dizerem que é mentira minha, se a rua não é calminha? Tá, tudo bem que essa é uma das 20 que passei pelo bairro, mas tem sim! 🙂

Como Providencia é mais que um bairro, é o que eles chamam de “comuna” (algo maior que bairro),  é importante saber o que se quer ver no bairro para não ficar perdido, principalmente se sua escolha é ir por conta própria. Há algumas galerias bem bonitas, um centro de informações turísticas aconchegante… Se você estiver perdido, sem saber o que fazer sugiro que procure pela estação de metrô Los Leones e em seus arredores encontrará galerias, outras ruas calmas e terá uma visão do bairro.

Chamou minha atenção: as avenidas, os leões pertinho da estação Los Leones e as ruas residenciais tranquilas.

Nota: 7.

 

El Golf

O bairro é apelidada de Sanhattan, a Manhattan de Santiago! Aqui fica o centro financeiro da cidade, com sedes de bancos, de empresas. Há uma pracinha linda, a praça Peru, e muitos restaurantes e cafés transados nesta área.

O estilo é totalmente diverso daquele da Bellavista, aqui os espigões tomam conta. As avenidas são largas, muito arborizadas e me chamou atenção os bancos da avenida que são assinados por artistas que deram a cada um deles uma identidade diferente. Se você estiver no passeio de ônibus desça e vá dar uma caminhada pelo bairro, vale a pena.

Não é uma graça?

Esse era meio tribal.

Pássaros bem coloridos, foi um dos meus favoritos.

Este faz uma clara alusão à bandeira chilena.

Eu que tirei as fotos, então já sabe da qualidade da fotógrafa aqui, né? Mas olha esse com um pássaro pintado e o paradoxo de haver um gato (esse de verdade) sentado no banco! kakaka

Me diz se não é um máximo os bancos estilosos?

Chamou minha atenção: os banquinhos estilizados, a organização do lugar e as largas calçadas que são um convite à caminhada.

Nota: 8.

Isidora Goyenechea

É uma continuação do El Golf. Tem uma igreja e uma fonte, nada demais.

Chamou minha atenção: a pracinha com a igreja e a fonte.

Nota: 4.

Parque Arauco

É um shopping e antes que você torça o nariz para o lugar, aviso que eu também não gosto de shoppings, mas esse é diferente e vale uma olhadela. Há duas áreas, uma interna (aí é um shopping igual a todos os outros) e outra externa. Essa área tem uma série de restaurantes, tem uma feirinha muito simpática, tem fontes, lojinhas, é bem legal e interessante de conhecer. Agora, se você vai pegar passeios com uma empresa de turismo, provavelmente vai acabar parando neste shopping em outras ocasiões e ai não vale a pena parar neste momento. Foi o meu caso, acabei parando lá com o tour e depois fui lá diversas outras vezes, o lado bom é que na área interna (que é super sem graça) a comida da praça de alimentação, e não aquela lá de fora, toda bonitona, é bem barata.

Tinha mel, pães, sabonetes…

As flores da feirinha ao ar livre no Parque Arauco.

Chamou minha atenção: a estrutura externa do shopping e a feirinha.

Nota: 6

Alonso de Cordova

Esta rua fica na área chamada Vitacura, que já era povoada na época dos Incas. Pedro de Valdivia (o homem mais famoso do Chile inteiro), quando lá chega convoca um dos líderes Incas mais importante, o tal do Vitacura, que dá nome à região e significa pedra grande.

Esta é uma rua bem tranquila de uma região que aparenta ser mais recente na cidade, apesar de ser povoada desde o tempo dos Incas. É aqui que os ricos devem morar em suas mansões. A rua é famosa pelas lojas de grife, de estilistas famosos. Ao final desta rua fica o parque Bicentenário, um lugar novo e imeeenso com esculturas engraçadas, fontes, usado para a prática de corridas e caminhadas pelos santiaguenses. De um lado do parque está uma larga avenida e do outro ficam morros. Achei o parque muito bonito! Veja só:

Uma das fontes do parque.

A escultura do gordinho com a luneta. Pó confessar? Apaixonei!

A placa do Parque Bicentenário.

Chamou minha atenção: o parque bicentenário e uma linda escultura de um gordinho com luneta sobre uma bicicleta.

Nota: 8.

 

Bellavista

O bairro é o retrato da boemia e da vida cultural da cidade. Como já fomos lá no dia 1, hoje não acho que seja muito interessante parar aqui, caso você esteja com o ônibus de turismo. Se você não fez o passeio do dia 1, aí sim, vale uma paradinha.

 

Museo Nacional de Bella Artes

Não cheguei a descer do ônibus para ver por dentro, mas é um belo prédio por fora. Pelo que me lembro foi um arquiteto francês quem o projetou, então ele destoa um pouco do estilo das construções da cidade. Esta tem estilo neoclássico. Li que lá há 3000 obras de arte que vão desde a época colonial até a contemporânea.

Chamou minha atenção: a diferença do estilo do prédio em relação ao resto da cidade.

Nota: 6.

Informações: http://www.dibam.cl/bellas_artes/pre_home.htm

 

Plaza de Armas

A praça é o ponto central de Santiago e há uma série de coisas a serem vistas lá, então pare e vá explorar o local.

Começemos pela estátua do famosíssimo Pedro de Valdivia. Tudo em Santiago leva esse nome e comecei a pensar que ele devia ser um “cabra” muito importante. E é. Ele quem dominou os povos indígenas originários daquele lugar – os mapuches. Dizem que, na verdade, ele não conseguiu os dominar totalmente e isto estaria representado na estátua: o cavalo não tem rédeas, como um símbolo da resistência dos “pueblos originarios”.

Um dos mapas no chão da plaza.

Pertinho dali, no chão, estão alguns mapas da cidade, desde 1500 e alguma coisa. Eles mostram o traçado da cidade, sempre respeitando o curso do rio Mapocho. Há ainda alguns prédios bem bonitos na cidade como a Prefeitura da cidade, o Museu de História, o prédio dos Correios e a catedral Metropolitana. Por detrás da Plaza fica o antigo Congresso nacional. Antigo porque (adorei essa estória!) depois da  ditadura o Congresso se mudou para valparaiso, nuam repsenteação de que todas as cidades do Chile são importantes. Né legal? Mas de Valparaiso falo outro dia.

Chamou minha atenção: os mapas da cidade ao longo dos tempos e o cavalo de Pedro de Valdivia.

Nota: 8

Mercado Central

Dentre as 5 maiores riquezas do Chile está a pesca. O mercado representa bem isso. Lá são vendidos frutos do mar de toda sorte e também se pode apreciar alguns pratos típicos da culinária chilena. Como você deve estar rodando pela cidade há algumas horas aqui será sua parada para o almoço.

O chato do Mercado são os garçons dos restaurantes (tem uns 3 grandes e outros menores na periferia das dependências do mercado) tem enchendo o saco para você comer no restaurante que eles trabalham. Isso realmente foi um ponto negativo do lugar. Você já está com fome e um monte de homem te buzinando nos “zuvido” é irritante. Mas o lugar vale muito a visita.

Eu, como sou inxirida (exibida, em nordestinês), vi que as pessoas com traços de índios, ou seja, os chilenos, estavam comendo uam espécie de sopa. Resolvi pedir! Chama-se paila marina.

E aí, que você achou da aparência da paila marina?

Lá sempre servem esses pãezinhos antes das refeições.

O cheiro e o gosto eram bons, mas confesso que o visual interferiu no paladar para mim. Não curti muito, fiquei com um pouco de nojinho, mas meu namorado (que não pode comer frutos do mar) insistia que aparentava estar bom, que era coisa da minha cabeça. Enfim, posso dizer que comi o que os chilenos comem, foi uma experiência gastronômica, mas não necessariamente saborosa para mim.

O meu namorado comeu salmão e há outros peixes. Há ainda a famosa centolla, tipo um carangueijo gigante, que é muito, mas muito, caro.

Chamou minha atenção: as bandeiras que enfeitam o mercado e (negativamente) o furdunço dos garçons.

Nota: 8.

 

La Moneda

Os fundos do La Moneda com algumas de suas bandeiras.

Depois da agonia vivida no Mercado e de renovar as energias no almoço, hora de partir para o La Moneda. Se estiver de passeio hop on hop off, vale uma descida nesta parada.

Tem esse nome porque era a “Real Casa de La Moneda”, foi construído entre 1784 e 1805, e hoje é a Casa do Governo Chileno. Há um sem número de bandeiras do Chile neste lugar. Na frente do La Moneda há pequenas fontes bem bonitinhas e embaixo dele há uma galeria/museu. O lugar é lindo, e lá você provavelmente irá tirar sua melhor foto com a bandeira do Chile.

Chamou minha atenção: as bandeiras e as fontes do palácio.

Nota: 8.

 

Santa Lucía

Entrada do Cerro. Lááá no alto esta a fonte de Netuno. tem que subir as escadinhas “inté” chegar.

Este é o outro cerro (morro) da cidade. Gente, lá é lindo! Aqui não tem funicular, tem de subir as escadas, mas é tão bonito o caminho que vale a pena. Há uma construção amarela no começo da subida, com uma fonte à Netuno. Esta construção é neoclássica e foi terminada em 1902. Depois vem um parque bem arborizado cheio de passagens e recantos diferentes. No topo do morro você tem uma visão mais baixa da cidade do que o Cerro San Cristobal e justamente por isso dá para ver melhor, sem aquela névoa.

Quando você chegar por aqui, se tiver feito o roteiro como eu, já será umas 3 horas da tarde. É a hora ideal para subir o Cerro e ver a cidade lá de cima. Aproveite os banquinhos para descansar ao longo da subida e da descida, apreciando a paisagem. Curta o por do sol.

Visão de uma das pracinhas que estão escondidas pelos recantos do Cerro. Tá vendo aquele ponto lá em cima, tipo um muro de castelo medieval? Pronto, é o ponto mais alto do Cerro Santa Lucía.

Chamou minha atenção: a construção amarela e as pracinhas que ficam ao longo da subida.

Nota: 9.

O que fica perto do quê?

Esta é uma adaptação da rota circular de um ônibus de passeio hop on hop off, então você começa pelo ponto que seja mais próximo de seu hotel e segue a ordem, tá? Aqui pus começando no ponto 1 porque fiquei hospedada em Providência, mas você escolhe por que lugar começar. Alguns lugares dá para ir caminhando de um ponto ao outro, outros vai ser necessário táxi. Coloquei asterisco nas pontas da rota onde dá para ir caminhando de um ponto a outro.

Providencia – El Golf* – *Isidora Goyenechea – Parque Arauco – Alonso de Cordova – Bellavista – Museo Nacional de Bellas Artes – Plaza de Armas* – *Mercado Central – Plaza de la Constitución (La Moneda) – Santa Lucía.

Bem, se você é baladeiro pode ir aproveitar a noite no Bellavista depois do Cerro Santa Lucía. Se não é hora de ir dormir para aproveitar bem o dia 3! Teremos neve, curvas, muitas curvas e aventura. Prepare-se!

Até mais ver!

Atualização: Gostou? Continue por aqui: Santiago (dia 3).

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5 Respostas para “Santiago (dia 2).

  1. Pingback: Santiago – Chile. « naViagemcomCamila·

  2. Oi Camila, vcs escolheram o turistik ou a turistour? Vamos fazer um desses passeios tb. Acho que vale mais a pena para que Pepe possa me ajudar com os meninos. Se ele estiver dirigindo vai sobrar tudo para mi! Falta uma semana para nossa viagem…to toda animada!!! beijo

    • Oi,Virlliam!Escolhemos a turistik. Compramos uns 3 passeios com eles e conseguimos um descontinho amigo. Acho q, apesar de ser um pouco salgado comprar para 4, eh bem melhor ir de excursao porque vcs aproveitam mais. Da pra relaxar e curtir mais, fora q sempre tem guia pra dar as explicacoes. Conheco gente q foipra Valparaiso de carro alugado e nao achou a menor graca pq nao sabia onde ir,nao tinha as explicacoes etc e tal. Aproveitem muito!!!
      Beijo.

    • Oi, Mateus.
      Fico feliz que tenha te ajudado a programar sua viagem, essa é a intenção do blog. Você vai gostar de Santiago, a cidade é legal demais! Em breve posto a parte fria! Kakakaka. Boa viagem pra você e obrigada pela visita!

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