Santiago (dia 3).

Hoje em Santiago é dia de NEVEEEE! Depois de passear e curtir um “bocadinho” a cidade vamos conhecer a Cordilheira dos Andes?!

Se você perdeu os outros dias de roteiro clica aqui:

Santiago, o roteiro (dia 1).

Santiago (dia 2).

Dia 3

Para o seu dia, assim como o anterior, há 2 opções: ir por conta própria ou comprar um passeio para a Cordilheira. Pelo que pude captar há 3 lugares mais famosos para os que pretendem ver as montanhas, neve e esquiar. Tem o El Colorado, Farellones e Valle Nevado, na ordem crescente de altura e preços dos serviços.

Não cheguei a conhecer as duas primeiras estações porque quando fui não havia neve suficiente. Esse, inclusive, é um problema. Se você for na alta estação o passeio vai durar um dia inteiro, se for na baixa ele vai durar meio dia. Para os que, como eu, forem na baixa, eu já tenho um programinha especial na sequência. Também tem a facilidade de não precisar alugar roupas especiais. Se você tiver a sorte de pegar as estações já abertas delicie-se o dia todo na neve.

Valle Nevado

O passeio começa cedo e apesar de a cordilheira estar bem perto de Santiago, a subida leva um bom tempo. No caminho é possível cruzar o rio Mapocho. É engraçado que esse rio tem uma coloração diferente, a água é meio azulada.

Com o carro em movimento foi o máximo que consegui do rio mapocho.

Quando lá estive o rio era só um filetezinho de água que parecia que iria se acabar a qualquer momento, mas vi imagens em que ele estava bem mais caudaloso.

Bem, passando pelo rio começamos a sentir que a paisagem vai mudando. O guia nos havia avisado que haveria muitas curvas e de fato já tínhamos rodado um bocadinho. Eis que ele nos conta a novidade: aquelas curvas todas não eram as 61 (isso mesmo: 61!) curvas às quais ele se referira. Elas começavam a partir dali, com um C bem fechadinho e seriam todas assim dali para frente. Olhe só:

No momento da foto estamos bem no meio do C. Seguuura peão!

Aí, meu amigo, é rezar pra não enjoar e seguir no zigue-zague de uma curva atrás da outra sem fim. Creio que numa espécie de maldade plus os caras colocaram em cada curva o número dela. Pra você ir tendo uma noção de que ainda faltam muuuuuitas e muuuuuitas curvas.

Esta era a curva n° 12.

Eram muuuitas ao longo do caminho. Todas tinham embaixo o n° da curva.

Essa já fo na descida. Estávamos perto do final: curva n° 5! Êêêê!

O negócio é abstrair as curvas e ir apreciando a paisagem. De um certo ponto é possível ver bem o “Paloma” que é a única montanha que sempre está branquinha. Árvores de folhas amarelas (lindas!) estão ao longo do caminho. É possível ver ciclistas que se aventuram pelas curvas. Segundo nosso guia eles só chegam à curva 40, que é a curva de Farellones.

Com o tempo as árvores vão rareando, é o ponto a partir do qual a pressão atmosférica é tamanha que as plantas não podem mais crescer e os rigorosos invernos não facilitam pras coitadas. Aí só vemos pedras e umas plantinhas rasteiras. A partir deste ponto, para marcar o caminho, são usadas varas laranjas, porque quando a neve toma conta de vez os carros precisam saber onde está a estrada. Nesta área é possível ver alguns topos de montanhas com uma coloração verde escura, é o cobre em seu estado natural, um dos minérios mais exportados pelo Chile.

Aqui está a hospedagem mais em conta no Valle Nevado. Custa zero reais, já as suítes do resort estão um pouco mais salgadas em torno de R$ 1.000. Aqui ou é 8 ou 80!

A casinha de pedra que serve de refúgio quando a neve não dá trégua! Essa aqui é 0800! kakaka

Chegando lá em cima é hora é brincar com a neve. Se fosse alta estação seria possível ter aulas de esqui, snowboard, mas para nós era só brincadeirinha de criança mesmo. (se você quer informações sobre o que pode ser feito na alta estação eu recomendo este post do viaje na viagem: http://www.viajenaviagem.com/2010/07/santiago-com-neve-um-dia-entre-valle-nevado-e-farellones/)

Há um mirante bem lindão, com uma vista ma-ra-vi-lho-sa e banquinhos eeee a NEVE! Divirta-se a vontade!

A estrutura do Valle Nevado, a estação de esqui mais alta e mais cara também. Quando a neve chega de verdade todo esse chão de madeira fica encoberto por neve.

Matuto quando vê neve fica assim! 🙂

Ela estava meio dura, acho que deve ser mais fofinha na alta estação. Mas eu adorei mesmo assim!

Vejam que ainda não estava tudo branquinho em 21/05.

Tive que me deitar pra ver se era fofinha e gelada mesmo! Ok, eu sei que sou uma criança feliz!!! 😀

Na volta ainda tivemos uma grata surpresa – “un zorro”. Uma raposinha linda deu as caras numa das 61 curvas!

Olha a raposa que cruzou nosso caminho, digo, nossa curva! 😀

Chamou minha atenção: a paisagem, seja as montanhas com neve ou as árvores, tudo muito diferente e belo.

Nota: 9.

OBS.: se você já conhece a neve e for baixa estação creio que este passeio não vale muito a pena.

Lembra que falei: quem vai na alta estação fica o dia todo do passeio na Cordilheira? Bem, para quem vai na baixa o passeio dura até as 13 horas mais ou menos. Então, você tem uma tarde livre aí. Vamos à minha dica sobre o que fazer com esta tarde livre.

El Golf

Passeio pelo El Golf foi a minha pedida. Achei esse lugar tão legal e agradável, a Sanhattan, que recomendo uma volta aqui para curtir o lugar. Demos umas voltas, vimos aqueles bancos maravilhosos todos estilizados e curtimos o fim de tarde comendo sushi. Não me pergunte se tem algo a ver com o fato de o Chile ter boa parte da economia baseada em pesca, mas lá sushi não é tão caro. Comemos um que tinha abacate! Era gostoso, viu? Repare nele:

Me pergunto como eles conseguem cortar o abacate tão fininho e envolver o sushi sem partir tudo!

Dá pra ver que o abacate envolve o sushi por fora nos rolinhos meio esverdeados?

Claro que há muitos bares, restaurantes e cafés na área. Você pode escolher outro tipo de comida e aproveitar sua tarde no El Golf.

Chamou minha atenção: os banquinhos (nunca me canso de elogiá-los) e o sushi de abacate.

Nota: 8.

Vinícolas

Outra pedida para quem vai à Santiago é curtir as vinícolas. Concha Y Toro é a mais badalada, mas há outras. O passeio, com empresas de turismo, dura meio dia. Então você pode fechar de manhã os Andes e de tarde uma vinícola. Como eu e meu namorado já estivemos em vinícolas anteriormente (não as do Chile) preferimos não investir neste passeio e ficamos curtindo Santiago conforme falei aqui em cima.

Caso você nunca tenha ido à uma vinícola vale a pena e casa certinho com o roteiro que estamos fazendo. Aí você deixa para ir ao El Golf à noite.

Se você vai na alta estação e vai passar o dia todo nos Andes, não se preocupe, baby! Tenho a solução para você que não quer perder este passeio também. Reserve no nosso roteiro o dia 5 para isso. Mas volto a falar em detalhes quando chegarmos no último dia do nossa viagem, ok?

Hoje o passeio termina aqui. No próximo dia, o quarto do nosso roteiro, teremos muitas ladeiras e escadas, colorido e uma bela vista do Pacífico. Já imaginou um brasileiro acostumado ao Atlântico se banhar no Pacífico?!

Mal posso esperar!

E você, vai perder?!  😉

Fotos: naViagemcomCamila.

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2 Respostas para “Santiago (dia 3).

  1. ACHO QUE PEGUEI PESADO COM GENIPABU NO SEU OUTRO POST, MAS APESAR DA DECEPÇÃO COM GENIPABU NO ASPECTO DUNAS, SÓ VI UMA E MENOS IMPONENTE QUE NA FOTO E SEM A MARÉ CHEIA TOCANDO NELA COMO QUE A ENGOLISSE; MAS AS ROCHAS SÃO LEGAIS E A VISTA DO SKYLINE DE NATAL É MELHOR QUE A PARCIAL DO FORTE

  2. Pingback: Santiago – Viña del Mar e Valparaíso (dia 4). « naViagemcomCamila·

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