Manaus, a rainha das águas e da floresta.

O Teatro Amazonas: um dos cartões postais da cidade, mas a natureza é realmente O cartão postal da cidade. Foto: naViagemcomCamila.

Que lugar é esse?

Ok, eu seu que a rainha das águas é Iemanjá! Mas bem que poderia ser Manaus!

Lá estive em 2010 para fazer uma prova de concurso. Fui com expectativas zero sobre a cidade, na verdade meu único foco era a prova. Mas quando estava no avião, sobrevoando a floresta e aquele mundaréu de água… Me apaixonei!

Só pra situar: fui criada no mato, num sítio, numa cidade de interior. Logo natureza sempre foi parte do cotidiano e talvez por isso meu deslumbramento com ela fosse quase nenhum. Nunca fui fã de viagens para lugares que tinham como atrativo a natureza, mas Manaus me pegou de jeito!

A cidade não é só floresta, viu? E lá também não tem só índios, fofão. Creio que, na época, Manaus era uma metrópole com uns 2 milhões de habitantes, de avenidas largas, ricos condomínios fechados e com um custo de vida bem alto, a ponto de uma melancia custar uma pequena fortuna. Mas o diferencial da cidade não tá no seu lado metrópole. O charme de Manaus é a floresta Amazônica e o rio (que mais parece mar de tão gigante que é!).

Pena que não deu para eu ir ver a natureza beeem de pertinho, mas dá para senti-la. Dá pra sentir a força que aquelas águas e que a floresta emanam. Ok, tudo bem, o papo tá ficando místico, mas é que a cidade realmente me impressionou.  Gostei bastante do pouco que vi. Passei 1 semana na cidade, mas (infelizmente e hoje me arrependo!) estava focada na prova que ia fazer. Ficou faltando nadar com os botos, ver as cachoeiras de Presidente Figueiredo, fazer o encontro das águas, mas o que consegui aproveitar me deixou com gostinho de quero mais!

Falando em gostinho… A cidade também tem uma culinária bem peculiar. Tem frutas de nomes muito diferentes, com gostos bem exóticos, tem uns pratos super fora do comum. Quer ver só algumas iguarias?! Simbora!

Peripécias gastronômicas manauaras:

O tacacá é servido nessa cuia preta (provavelmente feita de coco) e eles te dão o palitinho pra você ‘pescar’ o jambu e o camarão. Foto: naViagemcomCamila.

Tacacá = é uma espécie de sopa de ervas de origem indígena. Vai dentro algo próximo aquela couve que a gente come com feijoada, sabe? Chama-se jambu. Esta erva tem o poder de deixar uma sensação de dormência na boca. E tem também um camarão e uma pasta que dá o contraponto ao jambu. O pessoal come no final da tarde. Vende em várias carrocinhas pela cidade.

Minha nota: 6! Achei muito forte o gosto do jambu.

Peixaria = como a cidade está loooonge do mar peixe só de água doce; Esse sim é bastante comum por lá. Na peixaria que fui tinha uma ‘exposição’ de peixes empalhados. Pena que perdi minhas fotos que tinha eles lá com a bocona aberta.

Minha nota: 8.

O da esqueda com granola e o da direita com farinha de tapioca. 😉 Foto: naViagemcomCamila.

Açaí = apesar de ter se popularizado em todo o Brasil o de lá é diferente, menos industrializado. Ah, e também difere o que eles comem como acompanhamento. Tem uma bolinha branca que eles chamam de farinha de tapioca (tapioca aqui na minha terra é outra coisa) que é bem comum de ser vista por lá.

Importante: deve se ter cuidado onde comer o açaí. Muitas vezes eles não acondicionam a fruta direito e ela pode estar contaminada. A gente não acha esse problema aqui porque já chegam as polpas prontas, mas lá é preciso atenção.

Minha nota: 10!

Tucumã = uma fruta que pode ser comida com pão ou tapioca (agora sim a tapioca igual a que a gente vê por aqui, uma massa que se recheia com quase tudo). É redonda e dura. Parece um coco bem pequeno que se come a casca.

Minha nota: 7.

Essa coisinha amarela é o tucumã. E aí, quem topa?! Foto: naViagemcomCamila.

Como chegar lá?

Só rola de avião, negão. Tá, deve ter como chegar de barco, mas se você não está nem no Amazonas e nem no Pará vai ser impossível. O fato de você ter de pegar um voo é ótimo porque você já vai entrando no clima sobrevoando a floresta, vendo rios que não acabam mais ziguezagueando lá embaixo.

Os voos não são dos melhores, fazem muitas paradas, de Recife, pelo menos, não sai todo dia, mas vale a pena. Se você acha que eu estou exagerando experimenta pegar um voo à 1 hora da manhã em Manaus e fazer umas 8 paradas, Santarém, Belém, São Luís, Fortaleza… até chegar em Recife umas 10 horas depois. É um sobe e desce que não tem fim e não te deixa descansar.

Quanto tempo ficar?

Eu fiquei uma semana, como já falei. Mas não foi passeando. Para quem quer turistar creio que uns 4 dias sejam suficientes, porque tem alguns passeios legais que não são em Manaus mesmo. O que você vai ver nestes 4 dias é o que vou te contar, mas só no próximo post. 😉

Até lá, meu povo!

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6 Respostas para “Manaus, a rainha das águas e da floresta.

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