A Natal do caju, encontro do rio com o mar e do vento (roteiro, dia 3).

A combinação verão e férias só lembra PRAIA! Por isso nosso janeiro é dedicado, quase que exclusivamente,  a falar de cidades com praia. Floripa já pintou por aqui e a bola da vez é Natal (clica aqui). Dividimos nosso passeio em 3 partes, num roteiro que pode durar de 3 a 5 dias:

Na cidade de Natal – A Natal dos fortes, tubarões e artesanato.

Ao norte de Natal – A Natal ‘com ou sem emoção’ dos camelos e aerobunda.

Ao norte de Natal – Lagoa de Jacumã.

cajueiro

Placa na entrada de Pirangi. Aqui tem caju com muito ventoooo. Foto: naViagemcomCamila.

Hoje o passeio continua ao sul da capital potiguar.

Dia 3 (ou dias 4 e 5).

Ao sul de Natal:

Nosso roteiro de hoje vai começar à caminho de Pirangi, uma praia que os potiguares usam muito para veraneio e fica a 30 minutos de Ponta Negra. Dá pra fazer tudo em 1 dia se você for cedo e fizer as coisas rápido. Senão hospede-se em Pirangi ou reserve 2 dias para ir lá (minha recomendação) já que é pertinho de Natal. 

O sul da capital potiguar tem um monte de atrações beeem diferentes. De cajueiro à foguete tem de tudo um pouco!

Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.

foguete

A entrada da Barreira do Inferno, o centro de lançamento que tem esses mísseis na entrada. Foto: naViagemcomCamila.

No caminho é possível parar e dar uma espiada no Centro de Lançamento de Foguetes que dizem ter sido ideia dos americanos na Segunda Guerra e ser famoso por não ter sido lançado nem aviãozinho de papel de lá. Já as fontes oficiais dizem que foi implantado em 1965 e que foram SIM lançados mísseis de lá, estando um inclusive em exposição no Centro. Hoje creio que o lugar abriga um museu e há alguns protótipos de foguetes do lado externo.

Entrada: grátis, palavrinha mágica!

Distância de Natal: 19 km.

Pirangi do Norte.

pirangi

A praia de Pirangi tem atrativos bem distintos. Um deles é o kitesurfe. A praia tem muuuuuuuiiiiitooooooo veeeeeeeeeeeento, por isso a prática do esporte lá deve ser ótima. Eu, com meus quase 50 quilos, devia voar fácil naquela ventania. Vi várias plaquinhas fazendo propaganda de uma escola de kitesurfe e windsurfe, mas só vi pessoas com seus equipamentos praticando o esporte.

windsurfe pirangi

O kitesurfe rola solto por lá. Vi até placa de escola para iniciantes, mas todos os que estavam na praia eram particulares que tinham o equipamento. Foto: naViagemcomCamila.

O mar de Pirangi não é dos mais calmos, mas tem uma marolinha bem gostosa. Na areia tem algumas barracas e lá você pode provar de um tudo.

Quanto aos preços são dentro de uma média das praias aqui no Nordeste. Há praias que são beeem mais caras como Porto de Galinhas, Pipa e Carneiros. Pirangi é mais barata que essas e esse é um grande atrativo.

O maior Cajueiro do Mundo.

O cajueiro de Pirangi tem a fama de ser o maior do mundo. E realmente é: são 8.500 metros quadrados de copa. O troço é gigante e hoje toma conta de um quarteirão imenso. Na verdade verdadeira não é um cajueiro normal. Ele sofreu uma mutação, seus galhos quando tocam o chão criam raízes e geram novos galhos, o babado é sinistro! O fato é que ele não para de crescer.

placa cajueiro

A placa indicando o ponto turístico: o maior cajueiro do mundo!

cajueiro

O cajueiro precisa ser contido porque ele não para de crescer e avança rumo à rua. Foto: naViagemcomCamila.

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Ao lado do cajueiro tem uma feirinha de artesanato que vende vários artigos, mas a prata da casa são as comidinhas feitas à base de caju, óbvio. A entrada no cajueiro é paga e custa no máximo R$10 reais. Digo ‘no máximo’ porque o site deles está fora do ar e não me recordo bem quanto custa. 😦

Dentro do cajueiro há um mirante que tem uns 6 metros de altura e dá uma ideia do tamanho dessa árvore:

mirante

O mirante para ver todo o cajueiro.

Pirangi do Sul.

Pirangi tem uma área norte que acabamos de visitar e tem uma parte mais ao sul. Lá é possível ver o encontro do rio com o mar e desfrutar de quitutes massa nas barracas que ficam ali na beira do rio/mar. A mais famosa delas é a Barraca do Banga. Já estive lá 2 vezes: uma alguns anos atrás e agora no dia 01 de janeiro.

O local é ótimo, o banho é uma delícia, e a vista é bem bonita. Só tem um porém: as pessoas não respeitam muito o espaço público e os carros ficam estacionados na areia da praia. Se você tem crianças tem de ficar de olho nelas. Como se não bastasse o fato de você ter carros na frente da sua paisagem, as pessoas ligam o som de seus carros e criam um barulho desnecessário, parece até competição de quem tem o som mais alto. É uma pena.

A bela paisagem no encontro do rio com o mar.

A bela paisagem no encontro do rio com o mar.

 

E a poluição visual e sonora dos carros. É o mau uso do espaço público.

E a poluição visual e sonora dos carros. É o mau uso do espaço público.

 

Sobre as comidinhas das barracas, das 2 vezes que fui fiquei na do Banga. Ela é bem famosa e a especialidade da casa são uns pastéis que são divinos! É isso mesmo: pastel na praia. Prove porque é bom. Gostinho de quero mais pro de camarão e de camarão e caranguejo, são espetaculares!!!

A Barraca do Banga é famosa pelos seus pastéis.

A Barraca do Banga é famosa pelos seus pastéis e foi eleita o melhor bar de praia de Natal.

Na primeira vez que lá estive foi bem tranquilo o serviço da barraca. Já dessa última, estava muito cheio e eles não davam conta dos pedidos. Pedi um caranguejo que só chegou à mesa depois que eu mesma fui buscá-lo depois de mais de 1 hora de espera.

Então assim: só recomendo você ir ao encontro do rio com o mar em um dia sem movimento. Senão é desgosto na certa: carros com barulho circulando na areia e dificuldade de atendimento nas barracas.

Se você quiser algo mais calmo e relaxante de repente é uma boa ideia descer um pouco mais ao sul e ir ao Mirante dos Golfinhos de Tabatinga. Nunca fui lá, tive de optar entre os golfinhos (que ouvi dizer que são meio raros por lá, é coisa de sorte ver um) ou o rio e mar. Acho que fiz a escolha errada… Buááá.

E assim termina nosso roteiro em Natal: muito caju, foguetes, vento e uma decepção com o encontro do rio com o mar.

E você, que achou dos passeios?

Conta pra mim lá nos comentários, fechou?! Até lá, então!

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13 Respostas para “A Natal do caju, encontro do rio com o mar e do vento (roteiro, dia 3).

  1. Olá, Camila… li todas suas dicas sobre natal e espero poder ter a oportunidade de segui-las. Estamos indo eu e minha esposa agora em abril… Muito obrigado pelas dicas… valeu

  2. Adorei as informações ainda não fui em pirangi do sul. P entrar no cajueiro são 5,00 e criança nair paga. E o mirante dos golfinhos eh demais!!! Vi muito mas muitíssimo golfinhos nesmooooo. E boto rosa tbm!!!! Bis

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