Roteiro pela Cidade das Flores (dia 2)

Garanhuns, a Cidade das Flores, reserva boas surpresas. Vamos dar umas voltas por lá?

Lembrando que já apresentei Garanhuns aqui (Garanhuns, a Cidade das Flores) e já fiz nosso roteiro do 1º dia nestes 2 posts:

Garanhuns com parque vertical, porta da fé e tempo de flores.

O Castelo (e o sonho) de João Capão.

Hoje tem guias mirins, monges e uma antiga estação de trem esperando por nós, vamos nessa?!

Cristo do Magano

cristo do magano

O Cristo não é no Rio de janeiro (é no Magano mesmo), mas bomba de romeiros e turistas. Tanto que tem até guias mirins para explicar a estória do lugar. Foto: naViagemcomCamila.

“Magano é a colina mais alta de Garanhuns“, atalhou um de meus guias mirins.

Fui lá para ver o Cristo, a colina Magano, mas confesso que me surpreendi: a atração do local são seus guias mirins. Quando estacionei  uns 3 já cercaram o carro, foi instantâneo. Quando consegui abrir a porta se apresentaram mais uns 7!

Eu, que subi o morro meio com medo afinal não havia um pé de gente pelas bandas, me vi cercada de várias crianças.

guias mirins

Todos os meus guias mirins. Daqueles que se você faz pergunta ou pede para explicar melhor começam tudo de novo, como um texto decorado. Achei eles muito fofos! Foto: naViagemcomCamila.

Eles me perguntavam se eu queria que eles contassem a história de Garanhuns, todos ao mesmo tempo, e na dúvida sobre qual guia escolher (oh dúvida cruel!) me saí dizendo: quero que todos me contem. Eles toparam o desafio. Parecia um jogral, cada um dizia uma frase, todos super bem ensaiados. Um cutucava o outro para dizer que ele podia continuar a estória. Eles eram uma graça, me apaixonei e pedi foto com todos!

Mas logo meu reinado acabou: chegaram 4 ônibus de romeiros ao mesmo tempo!!! Meus guias logo me abandonaram, (que fáceis eles são, viu?) e só restou Wellington comigo. Wellington contou o resto a história e ficou preso comigo lá em cima do Cristo, afinal os romeiros queriam rezar e tocar no Cristo e a escadinha que dava acesso era muito pequena, só dava para 1 pessoa por vez e a fila da subida era imeeensa.

Falando nos romeiros… Eles chegavam aos montes, rezando, uns com alto-falante e todos cantando. Era notório que eram pessoas simples, que estavam em alguma romaria e haviam parado ali. Eles subiam até o Cristo e rezavam e tocavam e desenhavam letras no cimento do Cristo. Como fiquei trancada lá em cima (eu e Wellington) deu tempo de olhar, ver os movimentos, aquele povo tirando os sapatos para subir as escadas numa devoção, numa verdadeira adoração. A fé, a devoção eram bonitas, mas fugiram da minha compreensão e talvez por isso fossem um pouco amedrontadoras. E eles cantavam… e cantavam… e cantavam…

romeiros cristo magano

A devoção dos romeiros que me deixou paralisada. Foto: naViagemcomCamila.

Meus guias (até o momento em que eu estava sendo disputada, antes da chegada dos romeiros) deram muitas informações interessantes. Não sei se todas eram verdadeiras, mas eles eram tão fofos que aceito a versão deles dos fatos sem pestanejar, nem ‘googlear’:

  • O Cristo de Magano existe há mais de 55 anos, foi feito por Renato Espanta Leão
  • O nome Garanhuns vem de guará (lobo) e anus (pássaro preto).
  • Garanhuns tem 7 colinas. Um deles dizia os nomes de todas, mas não lembro os nomes e Magano é a mais alta de todas.

Informação útil: a cidade como um todo tem muitas placas indicando os pontos turísticos, mas o Cristo foi difícil de achar se guiando por elas, só vi uma placa falando do Magano e ficava no centro, bem distante de onde ele realmente fica. Tem de ficar perguntando em tudo quanto é de lugar até chegar lá.

Mosteiro de São Bento

mosteiro são bento garanhuns

Os detalhes do Mosteiro de São Bento. No portão, nos pinheiros, no sino. Hihihihi. Fotos: naViagemcomCamila.

O Mosteiro de São Bento foi uma grata surpresa. Fui lá porque estava perambulando pelo centro e resolvi dar aquela espiada. A entrada dele é bem bucólica, bonitinha. Tem uns pinheiros altíssimos, lindos. Fiquei olhando aqueles pinheiros e achando que era tudo que havia para se ver. Aí fui explorando o lugar e achei um jardim interno lindo. Achei também uma igreja com vitrais super coloridos. Encontrei também uns sinos. Parou tudo!

Se você acompanha o blog já sabe, se não conto: dias atrás postei aqui minha ida ao Engenho Massangana em que pirei quando a guia me contou que podia tocar o sino da capela. Vi esse sino e meu instinto criança trelosa ficou doido para correr lá e tocar esse também!!! Mas me comportei, afinal o ambiente estava cheio de romeiros. Sim, eles estavam lá também!

mosteiro interior

Uma belezura a parte interna do mosteiro, né não? Fotos: naViagemcomCamila.

Por último fui até a lojinha, despretensiosamente para ver se lá vendia os mesmos artigos religiosos de sempre e eis que lá estão as canecas do mosteiro, lindas, piscando e paquerando comigo. Faço coleção de canecas e não podia deixar passar. Puxei papo com o monge/frei/dom (não lembro como era para se referir à ele) e comprei a caneca. Aí vem a outra surpresa: lá no mosteiro, na clausura, os monges fazem um licor que é bem famoso. Tem até um na minha casa, mas nunca tinha associado que era daqueles monges de Garanhuns. Assim que chegar em casa vou experimentar o licor dos monges. Preferencialmente na minha caneca! 😉

A lojinha está recheada de gostosuras além dos artigos religiosos. Tem o licor e também uns biscoitos feitos pelos monges. Eles vêm nuns saquinhos pequenos porque são tão fininhos que ficam moles se você não comer na horinha que abrir o saco. Eles derretem na boca, hummmmm…

Centro Cultural de Garanhuns

antiga estação garanhuns

A antiga estação de trens de Garanhuns que hoje é Centro Cultural. Foto: naViagemcomCamila.

Terminei meu passeio no Centro Cultural da cidade. Depois do relógio de flores, creio que esse seja o ponto turístico mais emblemático da cidade do lobo e do pássaro azul. O Centro era antigamente uma estação de trem. Tem até um banner por lá contando da importância que as estações de trem tinham naquela época, exatamente em 1887, quando essa foi construída. Bem, a estação foi usada, mas depois, em 1971 foi reformada e transformada no Centro Cultural.

Nessa reforma foi feito um teatro onde antes ficavam as plataformas e os trilhos. O guarda municipal que foi meu’guia’ disse que achava que deviam ter preservado os trilhos e a plataforma e ter colocado uma locomotiva para visitação. Eu concordei. Mas a solução que deram ficou igualmente interessante: os assentos do teatro são os bancos dos trens. Deve ser super desconfortável, mas o efeito visual é bem bonito e ficou original, né?

estação trem

A antiga estação de trem foi transformada em centro Cultural. A linha onde os trens chegavam virou sala de teatro e os bancos dos trens as poltronas. Amei! Fotos: naViagemcomCamila.

Um dos lugares que mais me chamou atenção foi um relógio, talvez da época da estação de trem, e um banco (diferente dos que servem o teatro). Pude ver as pessoas sentadas ali esperando o trem.

relógio estação de trem

O cantinho que me fez teletransportar para a antiga estação de trem… Foto: naViagemcomCamila.

No balcão central do prédio fica o Bar O Vagão. Nome bem sugestivo, disse o simpático guarda municipal, já atalhando que eu podia subir. O bar tem uma decoração bem diferente. Piso em madeira, cadeiras antigas, lá rola música ao vivo, mas no dia em que lá estive (domingo) a pedida é vinis, sem música ao vivo. E lá do balcão, vendo o Mosteiro e seus pinheiros, num belo por do sol com o ventinho já gelado anunciando que a noite estava chegando me senti em paz…

E você, gostou de Garanhuns? Tem alguma dica? Conta para a gente aqui embaixo nos comentários. 😉

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6 Respostas para “Roteiro pela Cidade das Flores (dia 2)

  1. Pingback: Garanhuns, a cidade das flores. | naViagemcomCamila·

  2. Pingback: Onde comer em Garanhuns. | naViagemcomCamila·

  3. Que vontade de dar uma volta aí!
    Esse tour com os guias mirins deve ter sido divertidíssimo. E nesse bar acho que ia preferir os vinis mesmo do que música ao vivo, a não ser que seja música regional ao vivo. heheh
    Abraços, Rodrigo

    • Os guias mirins são uma graça mesmo. Eles contam as estórias decoradas e são super simpáticos. O bar não toca música regional, é uma vibe mais jazz, blues e combina muito com vinis.
      Valeu, Rodrigo!
      Beijão.

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