O Mercado de Pulgas de Paris: o que é, como chegar e o que ver lá.

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O Mercado de Pulgas é um excelente lugar pra dar aquela voltinha despretensiosa, sabe?! Foto: naViagemcomCamila.

O Marché aux Puces é um dos queridinhos de Paris. Todo mundo que quer dizer que conhece Paris tem de ter ido lá uma vez na vida. Eu acho que pra ser in tem de conhecer o Mercado das Pulgas. Aí eu, que não quero ficar pra trás nem nada, fui lá vê-lo. Foi uma aventura viu? Teve perrengue em feira-do-troca, choque cultural com uma francesa que me deu nos nervos e teve o tal mercado de pulgas. Senta aí que vou te contar tudo como foi!

Quem sabe de tudo, o Google?! Tem certeza, amigão?!

Meu amigo Google me trolou lindamente e me fez cair na maior furada! Queria conhecer o “endroit” bem cool de Paris e lá fui eu me confiando nele.

Tio Google liiindo me disse pra ir de metrô e eu obedeci, como boa moça que sou. Na saída do metrô, que alegria: tinha placas! Eu, abestalhada, ao invés de seguir as placas, fui na do Google, afinal ele é o Deus! Se ele não sabe, ninguém mais sabe, né?! Pois, o danado me deu a localização errada, quando cheguei no local indicado estava numa linda e calma pracinha, quando deveria dar de cara com um movimentado mercado!

Peguei tooodo o meu francês e saí perguntando onde era o Marché aux Puces. Depois de me meter numa zona debaixo de um viaduto estranhíssima, com policiais dos 2 lados e um tipo feira do troca, com direito a muambas pelo chão em cima de uma lona ou lençol, comecei a chegar ao tal mercado das pulgas.

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Depois de muito perrengue, olha ele aí! Valeu a pena, viu?! Foto: naViagemcomCamila.

Choque cultural: Brasil versus França

Pra completar minha sessão “programas de índio, sei fazer como ninguém”…

Lá estou eu olhando umas quinquilharias numa rua à céu aberto (antes de chegar ao verdadeiro Mercado de Pulgas), me perguntando se eu realmente tinha andado aquilo tudo pra ver aquele tipo de coisa, quando me atrai uma barraca com bijuterias. Não tinha ninguém na barraca, então fiquei por lá tranquilinha, olhando.

Do nada aparece a dona da barraca e me pergunta logo se quero algo. Eu pergunto o preço de um par de brincos. Ela diz, eu não me interesso mais por eles e continuo olhando a barraca que tinha muuuuitos produtos. Na mesma hora, ela olha pra mim e pergunta com a típica impaciência francesa:

– Tem algo que te interesse?

Eu estava só olhando e ela nem deu tempo que eu visse as peças. Dei o troco com a mais típica sinceridade francesa:

– Non, pas du tout! (tipo: não, nada).

Acho que ela não gostou da minha sinceridade e conseguiu ser mais impaciente e grossa que antes:

– Então vá embora porque eu tenho coisas a fazer.

😦 😦 😦

“Obrigada, moça. Pra você um bom dia também!” pensei na minha cabeça (só que nããããão)! Virei sem nem olha na cara dela e nem dar um au revoir ou merci (suuuper mal educado não dar au revoir por essas bandas) e sai. Ahhh, vá plantar batatas! Ela ainda me disse algo que eu ignorei. Era minha forma de não aceitar aquela falta de educação dela.

Pior que eu entendo a forma como eles funcionam: pra ela eu estava fazendo ela “perder o tempo dela” com o simples ato de olhar as peças. Eles são muito chatos com isso. Você não pode fazer o outro perder o tempo dele. Ok, compreendo isso, franceses queridos, e tento me adaptar bastante.

Mas tem horas que você não tá pra ser compreensivo, sabe? Já estava tensa de ter passado na tal feira-do-troca, perdida ali sem encontrar o tal mercado e ainda por cima vem a moça com “grosseria” (pros franceses isso não é grosseria, saliento) pro meu lado. Ela deveria estar acostumada a lidar com turistas e ser um pouco menos impaciente. Vem logo a raiva da mal-educação que é na cultura brasileira mandar a pessoa sair da “loja” (neste caso da frente da barraca dela) da forma menos polida possível. Aí você manda a merda e vai andando pra não formar montinho, é o típico cagando e andando! 😛

O Mercado de Pulgas, enfim!

Enfim, depois de tooooodos esses stresses: encontro o tal Marché aux Puces! Finally!!!! Quase solto fogos de artifício! Gente, apesar de todo meu perrengue, da chatisse da moça na barraca na rua, etc e tal, ele é lindo e vale a pena. Mais embaixo vou explicar como chegar lá sem passar pelos perrengues que eu passei, tá? 😉

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O mais moderninho de todos parece ser essa daqui: o Marché Dauphine, mas não se engane: os itens são bem parecidos com os dos outros mercados. Foto: naViagemcomCamila.

Bem, vamos ao mercado! Na verdade verdadeira são váááários mercados que formam uma zona que se chama Mercado de Pulgas porque todos eles tem em comum o fato de venderem artigos… digamos… exóticos. Esse é forte do mercado. Só pra vocês terem uma ideia, nesse conjunto de mercados tem lojas (sim a loja inteira vende um só artigo) de:

  • leques;

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    Uma lojinha pra vocês terem noção dos artigos que são vendidos. Foto: naViagemcomCamila.

  • CDs e vinis;
  • roupas da década de 20 (adorei isso!);
  • máquinas fotográficas de antes do tempo da minha vó;
  • carrinhos de brinquedos
  • quadros;
  • raquetes de tênis antigas (achei isso muito louco!)
  • mobília antiga;
  • bonecas antigas (daquelas beeem estranhinhas que só olham pra um lado);
  • lustres;
  • chaveiros e broches;
  • fotografias antigas;

E por aí vai… Não acaba a lista das coisas que tem por lá. Só indo lá pra ver a quantidade de itens. Dê uma passeada e descubra as coisas mais loucas que eles vendem por lá.

Os preços não são os mais baratos, temos de dizer, né pessoal?! Você vai na ilusão de que porque é um mercado de pulgas, é tudo em conta. Nana-ni-na-nãããão! Tudo bem salgadinho.

Como chegar lá?

Tem 2 formas:

Metrô – pegue a linha 4 e desça na estação Porte de Clignacourt. Essa estação dá numa praça. Observe bem a praça e você verá um viaduto. Siga na direção que passa por debaixo dele e você vai chegar na Rue des Rosiers. Lá começam os Mercados.

Ônibus – a forma que recomendo pra você não se perder que nem euzinha aqui. Pegue a linha 85 em direção à Mairie de Saint Ouen. Desça na parada Marché aux Pulces ou na Paul Bert, elas já serão na Rue des Rosiers.

Qual mercado eu recomendo?

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O Vernaison está aí desde 1918 e inaugurou a tradição desse tipo de mercados aqui em Paris. Foto: naViagemcomCamila.

Eu vi 2 Mercados, vááárias ruas, uma feira-do-troca. Deu pra perceber que estou suuper informada sobre a área, né?! Kakakaka Bem, eu e toda minha expertise te recomendam o Vernaison. Datando de 1918, ele me pareceu o mais típico e diferente por ali. Além do lugar ser lindinho, com direito a cada ruela de um jeito, com árvores e tudo, ele tem um restaurante que tem comida e música francesa. É uma graça!

Outro mais moderno e com objetos interessantes é o Marché Dauphine. Ele tem alas dedicadas à música, roupas, móveis e por aí vai. Também pode ser uma bela pedida.

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Olhem só que delicadeza é esse Mercado Vernaison! Gamei 3 vezes! Foto: naViagemcomCamila.

 

E vocês, já passaram por perrengues tipo o meu? Vem compartilhar aqui comigo nossas trapalhadas de cada dia, amigo leitor! Kakakak Só espero que as de vocês tenham valido a pena, que nem o Mercado de Pulgas comigo. 

Até a próxima! :*

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2 Respostas para “O Mercado de Pulgas de Paris: o que é, como chegar e o que ver lá.

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