Quando a viagem faz você repensar seus padrões e mudar: Chapada dos Guimarães.

E quando a viagem faz você descobrir coisas sobre você que você mesmo nem sabia? Sabe aquela te faz repensar os seus pré-conceitos? Eu tive uma dessas… 

No mundo dos concurseiros sempre tem viagem pra fazer prova. Só isso mesmo para me levar à Cuiabá! Nada contra Cuiabá, mas já disse aqui no blog que sou moça de interior, criada junto da natureza. E como santo de casa não faz milagre, sempre evitei os destinos com natureza. Destas coisas de viajar pra conhecer paisagens naturais acho que só as praias tinham vez no meu coração. Elementar, meu caro: não tem praia no interior do Nordeste.

Por isso que Cuiabá e o Norte do país nunca tinham despertado meu interesse. Achava que eram destinos natureza…

Aí, os concursos me forçaram (ainda bem!!!) a conhecer outros lugares e me apaixonar por eles! Viva os concursos que me fizeram mudar de ideia e descobrir as maravilhas de Mato Grosso! 🙂 🙂 🙂

mirante

O Mirante da Chapada que me fez repensar meus gostos e descobrir que eu gostava sim da natureza. Foto: naViagemcomCamila.

Cuiabá é uma terra seca, meu povo. Quentura por quentura eu estou acostumada, afinal moro no Nordeste que na piada daqui só tem duas estações: verão e inferno. Mas a secura é de lascar um cristão acostumado com as brisas úmidas do mar. A gente sai do banho e o cabelo, que acabou de ser lavado, já está seco! É o fim da escova e chapinha, amigas! Não precisa meismo! Kakakakak

Não fui ver jacaré e nem o pantanal, embora fosse do meu desejo (depois que voltei da Chapada, antes tava nem aí). Mas era viagem pra fazer prova, lembra? Aí não dava pra turistar muito longe. Eu e minhas amigas concurseiras conseguimos dar uma escapulida no meio da correria de provas, conhecemos o centro de Cuiabá, demos umas voltas pela cidade e desenrolamos um passeio mara: Chapada dos Guimarães!

Vamo ou bora?

Portão do Inferno

De carro partimos para a Chapada. No meio da estrada havia um lugar bastante pitoresco e de nome bem intrigante: Portão do Inferno.

portão do inferno

Saca só o precipício de onde as pessoas eram acidentalmente… ops… jogadas! Foto: naViagemcomCamila.

O Portão do Inferno é um mirante que, como todo mirante, tem uma vista linda! Tem aquele barulhinho gostoso do vento, sabe? De lá do alto você nem consegue ver onde acaba o paredão de rochas. Segundo nosso amigo-guia as pessoas eram “acidentalmente” jogadas dali de cima. Não me pergunte qual seria o motivo porque não lembro mais! Lá junto do mirante tem uma lanchonetezinha, onde os viajantes fazem um pit stop, vêem o Portão e seguem viagem.

Atualizando… Vendo umas informações sobre a Chapada descobri que o Portão do Inferno foi gradeado por precaução. Havia risco de desmoronamento e eu espero sinceramente que minha mãe não leia isso. 😦

Mas acho que ainda dá pra parar e dar uma espiadinha de longe, será? 😉 Não, não vão na onda dessa pessoa doida chamada eu!

No Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

chapada guimarães

‘Oia’ euzinha e o paredão de rochas lá atrás. Foto: naViagemcomCamila.

O parque é bem grande e eu me lembro muito de ver aquele paredão, aquela muralha na minha frente enquanto o carro seguia em direção à ele. Meio doido isso: como era que a gente ia subir aquele muro enooorme de  rochas, hein?! Realmente não sei.

Você se sente um tico de nada diante da imponência daquele lugar. Aí você chega no Parque nacional da Chapada dos Guimarães. Lá tinha várias coisas, as que mais me chamaram atenção e estão na minha memória até hoje (estive lá em 2010), foram:

  • As cachoeiras do Parque
  • O mirante que ficava no centro geodésico da América do Sul
  • A igrejinha da cidade de Chapada
  • O pacu com farofa de banana.
cachoeira da salgadeira

Eu e as geladas águas da Salgadeira. Foto: naViagemcomCamila.

As cachoeiras

Lembro que fui ver a da Salgadeira. Tinha um monte de gente lá fazendo piquenique nas cachoeiras. Mas, me parece que a mais famosa de todas é a Véu da Noiva, que, não sei porque cargas d’água, não fomos ver. 😦

A Cidade de Chapada

A cidade de Chapada (que é uma  gracinha!) é bem pequena e parecia ter parado no tempo. Hoje em dia não sei mais como é, mas creio que metade do charme dela era devido à sua pequenez e calmaria.

Lá tem a Igreja de Santana do Livramento  na praça principal que era uma fofura. Lá pertinho ficavam vários orelhões (ok, eles já não devem estar lá) com formato dos animais da região, como a onça pintada e o tuiuiu ( espécie de pássaro com o qual vivi um caso de amor registrado em fotos). 😛

chapada

Logo eu, que nem gostava muito de natureza… A Chapada dos Guimarães me conquistou! Foto: naViagemcomCamila.

Foi lá no centro que experimentei uma das especialidades do Mato Grosso: o peixe pacu com farofa de banana. Gostei! Ficou faltando provar uma tal de Maria Isabel, mas da próxima não deixarei esse ponto em aberto. 😉

farofa de banana com pacu

Meu almocinho típico: pacu e farofa de banana em Chapada. Foto: naViagemcomCamila.

O Centro Geodésico da América do Sul.

Lá de Chapada (a cidade) você pode rumar para diferentes mirantes da Chapada (o parque). Nós fomos ver o mirante do Centro Geodésico. Mas que danado é isso?!

Seguinte: esse lugar seria o meio da América do Sul. Não me pergunte como, mas geógrafos (talvez sejam eles) fizeram as contas e aquele lugar seria o meio do sul do continente. Outra teoria é que ele é o meio não do continente, mas entre os oceanos Atlântico e Pacífico (estando à 1.600 km de distância dos 2 oceanos). Bem, não sei qual informação é a certa, mas acho que seja a segunda.

O fato é que o lugar começou a ser visitado por pessoas que diziam que ali havia uma energia diferente, luzes, discos voadores, seria um portal para outras energias… Ganhou fama! Há ainda quem diga que há um corredor eletromagnético lá (que seria a explicação física para essa “energia”).

Eu, particularmente, não vi luz nenhuma (nem discos voadores), mas senti uma energia diferente. Não naquele lugar em especial, mas desde quando avistei o paredão de rochas que, agora, via de cima, do topo. É lindo!

mirante

O mundão lá embaixo da Chapada. Foto: naViagemcomCamila.

Aí agora fiquei me perguntando: será que foram as energias da Chapada que me enfeitiçaram e fizeram que eu gostasse do lugar?! Será?! Não sei… O fato é que eu adorei tudo aquilo lá! 🙂

— Para ler mais sobre as teorias que cercam o Centro Geodésico:

http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/mato-grosso/parque-nacional/chapada-dos-guimaraes/

http://www.chapadadosguimaraes.com.br/mirgeo.htm

Informações práticas

Quanto tempo dura esse passeio? Um dia inteiro indo de Cuiabá até a Chapada pra dar tempo de ver tudo, e ainda assim não deu pra tomar banho de cachoeira.

Gente, como fiz essa viagem em 2010 (já faz um tempinho) algumas coisas já mudaram por lá. Achei esse site bem interessante com vários pontos legais pra se conhecer. Vejam só:

http://www.chapadamt.com.br/pontosturisticoschapadamt.asp

Acabou que, de Cuiabá, minha viagem de concurseira foi parar em Manaus (Manaus, a rainha das águas e da floresta.). E aí, a cosia ficou séria: sobrevoar aquela floresta foi uma sensação indescritível. É espetacular! Estava decretado o meu caso de amor com os destinos “natureza”.

E vocês? Já foram para algum destino sem expectativas, achando que não iam gostar e se apaixonaram? Contem pra mim que lugar foi esse que te fez se (re)descobrir.

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